ASSOCIAÇÃO CULTURAL TÁ NA TELA

terça-feira, julho 25, 2006

Nesse festival tem quentão e vinho quente!

Estavamos esperando que os representantes do povo comparecessem ao Festival, apreciassem nossa iniciativa de organizar um festival de cinema sem dinheiro e com pouco apoio. Com a exessão de um vereador, nenhuma outra autoridade ou maiores interessados no desenvolvimento cultural apareceu ao evento. Uma pena! Tenho certeza que teriam apreciado as exibições e quem sabe, até um short speech reconhecendo a importância de um Festival de Cinema.

Até ai tudo bem, sabíamos desde o início que o festival de cinema não seria levado tão a sério, mas a festa do Peão... Pois bem, mal sabem ele que existem mais flashes nos cinema do que nos rodeios. Them fools.

De qualquer forma o evento foi feito para o povo que compareceu. Mesmo na constante batalha com a quermesse local conseguimos uma média de 40 pessoas por sessão, lógico que muitas pessoas eram as mesmas, mas ficar sentado, por horas em um teatro de madeira não é pra qualquer um.

Assim, foi concebidoo Troféu Bunda de Ferro, dado ao grupo de estudantes de cinema de Jundiaí e Varzea Paulista que assistiram a todas as sessões do domingo.

O Secretário de Comunicações de Taipei Sr. André Chang marcou presença no festival. Mesmo não tendo encontrado o local no sábado, o Sr. Chang não desistiu, e compareceu no domingo. Entusiasmado ofereceu seu apoio e votos de sucesso aos que se preocupam com a difusão da cultura audiovisual em suas cidades.

Um homem alto, negro e forte pára em frente ao prédio da Cultura. (apenas agora sei que se tratava do Sr. Vereador José Roberto Negrão). Chegou na última sessão, sem descer do carro, me perguntou se a premiação já havia começado. Respondi que não haveria premiação, que os destaques por voto popular seriam divulgados na internet – Insisti para que descesse de sua camionete e olha-se a última sessão da noite.

“Prometi trazer a esposa, sabe como é....” endagou.

Espero que nada tenha acontecido, pois ele não voltou.

O Sr. José Roberto mantém uma sala de projeção improvisada em uma Igreja localizada no Pq. São Roberto, visitei uma vez, tem um belo telão e datashow no teto, espaço para umas 60 pessoas, ali, exibem filmes hollywoodianos de vários gêneros para a comunidade do bairro.

Interessado em formar uma parceria, entrei em contato com ele, deixei mensagens com a notícia do Festival na cidade. Pensei que, por se tratar de um apreciador do cinema , ele nos apoiaria com sua presença ou apoio cultural...não sei...talvez seria interessante já que são tão poucas pessoas afim de embarcar nessa história de cinema.

Bom até agora a O.N.G Tá na Tela fez excelentes amigos. Estudantes, cineastas, artistas, atores e muitas crianças. Agora é lutar por espaço dentro do município e aproveita-lo.

Um abraço a todos

d.hayashi

quinta-feira, julho 20, 2006




Destaques Escolha de Público do 1º Festival de Cinema Digital de Cajamar - São Paulo

Ficção: Sumaúma, A Deusa da Floresta de Paulo Abel (Rudol Filmes SP)


Animação: Isto não é um título de Christian Caselli (RJ)

Documentário: A Sentinela de Michelle de Paula (Sergipe)




Devido a proposta do Festival de introdução do cinema independente junto a comunidades carentes de sala de cinema, o comitê organizador optou por apenas por conciderar a votação do público para a escolha dos destaques, cancelando assim o jurí de crítica, desta forma valorizando a opinião do público expressa nos votos.

A carência de Cajamar por salas de cinema foi momentaneamente suprida, com exibição de 40 produções vindas de vários Estados brasileiros, Taiwan, Alemanha e Estados Unidos, distribuídos em 10 sessões, os filmes atraíram adultos, crianças e adolescentes, muitos deles assitindo pela primeira vez a um filme no telão.

Além dos moradores locais, grupos de estudantes de cinema e interessados migraram das cidades vizinhas permanencendo até o final assistindo a cada sessão.



Sábado

O primeiro documentário do Festival foi Petter Baiestorf - Filme de Sangueira e Mulher pelada de, Christian Caselli, seguido pela zumbizada de Zombio para matar a curiosidade de todos sobre a figura de Baiestorf.


Zombio foi o que marcou a exibição de sábado, principalmente com os mais jovem que riam e pediam a reprise, enquanto algumas mães tiravam seus filhos da sala e nunca mais voltavam.

Outros destaques do dia foram Frio de, Álvaro Furloni, Bagagem Hermética de, Fernando Lamana, Video para Camila de, Luis Paulo, Walmor Chagas de, Carlos Lersch, Testicles de Christian Caselli e Em nome da Morte de, Eduardo Menin.

Domingo

Sessão especial Documentário foi muito interessante devido a quantidade de adolescentes mulheres que não esperavam por tanta emoção e sentimentos em dois filmes. Se emocionaram com a declaração de amor de O Chapéu do meu avô de, Julia Zakia. No curto intervalo entre um filme e outro amigos se reencontravam dentro da sala, pessoas comentavam o filme, a falação era total até A Sentinela de Michelle de Paula começar a pedidos de shiiishhh. Em poucos minutos as vozes deram lugar a bocas abertas e olhos atentos a cada palavra dita pela adolescente do documentário.


Bruno Pozzi, Alexandre Passarelli e Diogo Hayashi

Entre as ficções destaque para Sumaúma aplaudido ao final da sessão. Bruno Pozzi, sócio da Rudol Filmes estava presente para matar as dúvidas do público em um blá blá blá informal junto com Leandro Mendes e Ricardo Kump que estreavam com a animação Transparência (selecionado para Gramado 2006) exibido na mesma sessão. Os três artistas conversaram com o público sobre detalhes de produção e curiosidades.



Os filmes mais experimentais como os alemães Sunny Week, A man and a Woman e Chorumy de Giga Chneneidze e o taiwanês The wind came from the south de, Lee Ming Yu, de menos apelo popular, eram momentos de relaxamento entre as sessões, geraram discusões sobre o artesanal no fazer do cinema e a arte conceitual. O também Taiwanês ○● de Kuo Tzu Lung, foi bem recebido pelo público presente, essa exibição contou com a presença do secretário de comunicação de Taipei Sr. André Chang que veio com a família prestigir a exibição dos filmes taiwanêses. André e sua família permaneceram para assistir ao workshop " Linguagem Cinematrográfica em Video Clip" , ministrada pelo cineasta Henrique Bastos.

A exibição não programada dos filmes em super 8 Rage of Silence e Terra do Silêncio que acrescentaram ainda mais arte ao festival. O coreano Rage of Silence emudeceu a platéia atônica com a intensa narrativa da batalha entre uma mulher contra um grupo de ninjas assassinos.


Lemúria Filmes comenta a produção do filme " A namorada do Julinho".



Workshop de Maquiagem para filmes Trash com Andrei Mosman da Ninja Manco Produções.

Ainda é cedo para saber qual o impacto do primeiro festival de cinema em Cajamar. Julgando pelo que vimos, conseguimos romper uma espessa camada da mesmice que imperava na cidade, distanciando pessoas dos pop´s da televisão e das quermesse locais. Graças ao pacote de qualidade oferecido em dois dias de exibição, a oportunidade apresentada foi abraçada por uma grande parte dos jovens locais. O prédio da Diretoria de Cultura foi tomado pelo bom astral contido nos festivais de cinema, além da introdução de uma nova cultura junto a comunidade, o evento reuniu antigos amigos e propiciou o surgimento de novas amizades e contatos.

novas fotos

O Chapéu do Meu Avô - Julia Zakia Je suis Jean Cocteau - André Scucato

Fila de crianças para ver Zombio de Baiestorf

Troca de idéias, Pozzi (Rudol), Leandro Mendes e Ricardo Kump (Transparência)